CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA
PROGRAMA CULTURA DO SEGURO – “EDUCAR PRA PROTEGER”
Título do Projeto
Programa Cultura do Seguro – “educar PRA proteger”
Sinopse
Dirigido aos estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada, o Programa Cultura do Seguro – “educar PRA proteger” sustenta sua concepção na formação de agentes do Cultura do Seguro como responsáveis pela apropriação e pela difusão de conceitos e conteúdos sobre a importância do seguro – como condição de prevenção de acidentes – que colocam em risco a vida e o patrimônio humano.
Objetivos
Trata-se de um programa cujo objetivo maior é o de sensibilizar e conscientizar os jovens sobre a importância do seguro como condição para a garantia de proteção à vida e ao patrimônio, e do exercício da cidadania.
Neste sentido, o que se quer é ampliar o mercado consumidor dos produtos oferecidos pelas seguradoras como forma de torná-los acessíveis, do ponto de vista financeiro, ao maior número de pessoas possível.
Esta ampliação de mercado não passa, no entanto, apenas pela questão mercadológica, passa prioritariamente pelo que chamamos de “consumo consciente”, que é “um processo de escolha que permeia a compra, uso e pós-consumo de produtos e serviços, transformando o ato de consumo em um ato de cidadania, promovendo assim, a transformação do mundo”. *
Público Alvo
Jovens alunos de todas as áreas de conhecimento, do Ensino Médio, das redes pública e privada de ensino.
O grande foco do projeto são os jovens que, por meio do trabalho dos formadores, os Agentes do Cultura do Seguro, deverão assimilar os conceitos que estruturam a ideia de viver em segurança nas várias dimensões que a vida oferece. Como extensão desejável, estes jovens estudantes serão os difusores naturais dessa proposta entre seus familiares, amigos e vizinhos, envolvendo, especialmente, seus professores, na medida em que as instituições de ensino deverão ser os locais privilegiados das ações previstas no Programa.
Justificativas / Objetivos
“Quando olhamos por alto as pessoas, ressaltam suas diferenças:
negros e brancos, homens e mulheres, seres agressivos e passivos,
intelectuais e emocionais, alegres e tristes, radicais e reacionários.
Mas, à medida que compreendemos os demais, as diferenças desaparecem
e em seu lugar surge a unicidade humana: as mesmas necessidades,
Os mesmos temores, as mesmas lutas e desejos. Todos somos um.”
(Joyce em Finnegan’s Wake)
Contexto Social
O século XX já passou para a história como um dos períodos mais violentos da humanidade. As inúmeras e poderosas guerras somadas à devastação ambiental, atingiram um grande número de países e de pessoas, deixando uma imagem de destruição e um sentimento de impotência e fragilidade entre nós.
Em contraposição a este quadro de violência e perigo, assistimos a grandiosas conquistas da humanidade visíveis na condição cada vez maior de se produzir bens e serviços com menor esforço físico e menos stress intelectual.
A vida é o maior patrimônio
Neste contexto, a melhoria da qualidade de vida se ergue como uma bandeira que expressa os sonhos de todo homem contemporâneo. As ideias de prevenção e de proteção, tanto no que se refere à vida e à saúde humanas, como às condições materiais que lhe asseguram conforto e prazer, são conceitos fundamentais e constitutivos do que chamamos qualidade de vida.
A presente proposta se sustenta nestes dois eixos conceituais traduzidos na expressão “educar PRA proteger”, como estratégias para a conquista de melhor qualidade de vida, assim como princípio do exercício da cidadania.
Proteger a vida e o patrimônio humanos. Esta é a grande resposta para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
Mercado de Seguros no Brasil
“Precaver é mais seguro do que exagerar a confiança”
(William Shakespeare)
“ A função do futuro é ser perigoso”
(Alfred North Whitehead)
A proposta do Programa Cultura do Seguro – “educar PRA proteger” ancora-se nos benefícios e vantagens – ainda desconhecidas do grande público – que a aquisição deste produto podem trazer ao indivíduo e à sociedade. Neste sentido, o papel social do seguro pode ser assim sintetizado:
Para o indivíduo
1. proporciona-lhe segurança e proteção, benefícios de ordem emocional;
2. diminui despesas desnecessárias (racionalização de custos), vantagens de ordem prática;
3. garante a preservação de seu patrimônio (vida e bens materiais).
Para a sociedade
4. potencializa o conceito de Ética e Cidadania (“Cuidar de si e do outro”), benefício de ordem emocional;
5. pelo princípio do “mutualismo” quanto mais cidadãos obtiverem seguros, maior será a “poupança” (Reservas Técnicas / Patrimônios e Financeiras) formada pelas seguradoras – obrigatória por lei – a ser investida em obras públicas e particulares, vantagens de ordem prática;
6. tal crescimento, elevará a participação do Seguro / Previdência no País, elevando o PIB nacional, contribuindo, assim, para o crescimento e a estabilização da economia, outra vantagem de ordem prática.
Com o potencial oferecido por este tipo de produto, aliado a um programa educativo e informativo adequado ao público formador de opinião – os jovens, os educadores e suas famílias – com certeza este mercado tenderá a crescer. E este crescimento não será apenas um “modismo”, mas uma mudança de postura e de valores, porque estará assentado num processo contínuo de informação, o que propiciará uma mudança de atitude.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
PROGRAMA CULTURA DO SEGURO – “EDUCAR PRA PROTEGER”
Eixos conceptivos
1. Formação de Consumidores Conscientes que veem na aquisição de produtos de seguro a forma de proteção da vida e do patrimônio humanos.
2. Difusão da ideia de proteção como indicador fundamental dos índices de qualidade de vida na perspectiva do exercício da cidadania.
Por que trabalhar com estes eixos conceptivos?
“Dentro de mim uma dúvida
O medo da vida que possa levar
Um tempo eu peço pra pensar
Preciso chegar ao coração
Da vida que eu possa levar
Um tempo eu peço pra pensar
Ao coração da nação...
Quero desfrutar por ser jovem
Das coisas que me são proibidas
Preciso de um tempo pra pensar
Preciso chegar ao coração
Da vida que eu possa levar
Um tempo eu peço para pensar
Quero desfrutar por ser jovem... coração!
(“Coração”, de Edgar Scandurra, do Ira!)
O jovem contemporâneo é mais prático do que o das gerações anteriores. “O que se pode afirmar, com certeza é que se está diante de uma geração que trocou a utopia pela praticidade. Os jovens não são mais arrebatados por grandes questões de ordem, na linha capitalismo versus comunismo ou rebeldia versus caretice. De olho no futuro, estão mais interessados naquilo que pode afetar a sua felicidade de forma concreta. Não à toa acham que a educação é muito importante. E preocupam-se com os fatores que podem ameaçar seus sonhos: a violência, da qual são as maiores vítimas, e o desemprego, capaz de minar a conquista da autonomia”.2 Sendo assim, falar aos jovens sobre as questões que os inquietam, proporcionando-lhes mais do que reflexões sobre elas, mas também possíveis soluções para aplacar-lhes a angústia, é um excelente caminho educativo.
Falar com este jovem mais decidido, requer, portanto, não só uma linguagem próxima de seu universo, mas argumentos apropriados e respaldados na realidade, os quais eles possam “pensar sobre” e ter a possibilidade de escolha. Não basta dizer ao jovem o que é certo ou errado, é preciso que ele se aproprie de conteúdos e construa sua própria capacidade de leitura da realidade em que ele está inserido, interiorizando valores e procedimentos.
Uma vez sensibilizados e convencidos deste novo conhecimento, teremos, nestes jovens, potenciais “apaixonados pela causa”, pois, ao percorrerem o caminho da construção de seu próprio conhecimento, são capazes de compartilhá-lo e até “defendê-lo” para os seus pares e para toda a sociedade. “Mais bem informados que os adolescentes de qualquer geração anterior, eles se tornaram agentes de mudanças comportamentais positivas para a família e para a sociedade. São os grandes introdutores – ou, no mínimo, incentivadores – de práticas politicamente corretas dentro dos lares. (...) Em certos casos, o jovens convencem os pais das causas nas quais estão engajados.” ***
Neste sentido, trabalhar com a construção do conhecimento por meio do recurso da metodologia de pesquisa é o desdobramento desejável para esta visão e concepção teórica que se quer trabalhar. Ao pesquisarem sobre as possíveis utilizações do seguro, colhendo dados e opiniões sobre este assunto, os alunos poderão conhecer as diferentes realidades e ir construindo sua própria opinião a respeito do assunto. O educador, ao acompanhar o processo dos seus alunos poderá, dentre outras coisas, ir testando como esta metodologia se adequa às suas questões de ensino-aprendizagem, conduzindo os jovens ao questionamento, debate e ao respeito às diferenças. Um concurso ou gincana que mobilize alunos e educadores contribuirá para a fixação deste aprendizado, assim como para a divulgação do mesmo no entorno social.
Movimento Metodológico
1. Procedimentos de Pesquisa como estratégia de sensibilização e construção de conhecimento sobre a necessidade de ter e viver seguro;
2. Formação de Agentes do Cultura do Seguro (corretores e profissionais das empresas seguradoras) e de mediadores (jovens estudantes e educadores);
3. Realização de concursos para a fixação dos conteúdos e divulgação do Programa.
Estratégias de formação
Encontro com educadores para sensibilizá-los para o Programa (distribuição do Projeto Pedagógico);
Visita e palestra dos Agentes do Cultura do Seguro às escolas;
Realização de concursos;
Encontro de avaliação com os educadores envolvidos no Programa.
* Conceito baseado em material do Institutuo Akatu pelo Consumo Consciente
** Revista Veja – Edição especial “Jovens” – junho de 2004
*** Revista Veja – Edição especial “Jovens” – junho de 2004